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Uso da bicicleta está integrado à mobilidade urbana no mundo

Pedalar faz bem à saúde (Foto: Getty Images)

Estudo intitulado “Colocando a Micromobilidade no Centro da Mobilidade Urbana”, que ouviu mais de 11 mil pessoas em dez países de alta renda na Europa, Ásia e América, constatou que 30% das pessoas já fazem uso de bicicleta diariamente, ou várias vezes por semana.  

Além da conveniência e do baixo custo, os usuários demonstram preferir esse tipo de transporte por ainda ser benéfico ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que se adapta a diferentes estilos de vida. 

Mobilidade urbana: veja as conclusões do estudo sobre micromobilidade

Uso da bicicleta e transporte público se integram nas cidades (Foto: Pixabay)

Realizado pela empresa de consultoria Boston Consulting Group (BCG), em parceria com a Universidade de St. Gallen, na Suíça, o estudo aponta as perspectivas de futuro e o uso atual de transportes de micromobilidade – veículos que pesam menos de 500kg e que têm, ou não, motor elétrico, tais como bicicletas, e-bikes, patinetes elétricos, e-scooters e ciclomotores.

Foram ouvidas cerca de 11.400 pessoas  nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Holanda, Suíça, Alemanha, Dinamarca, China e Japão.

O assunto é crucial na discussão de mobilidade urbana: mais do que uma promessa para grandes cidades pelo mundo, o uso de transportes individuais e alternativos é uma forma de conter o congestionamento e reduzir as emissões de gases de efeito estufa na locomoção.

O levantamento feito pelo BCG conclui que integrar esse tipo de condução aos sistemas de transporte público urbano é uma das maneiras mais promissoras com as quais as grandes cidades podem contar para limitar o congestionamento, as emissões e outros males associados ao uso crescente do carro.

Além da crescente consciência ecológica, o aumento no preço dos combustíveis também incentiva o uso de transportes alternativos, colocando a micromobilidade como um elemento central na revolução da mobilidade urbana.

Imagem Fapespa.gov

Dados gerais do estudo (mobilidade urbana)

Veja a seguir as principais conclusões do estudo.

Motivações para usar (ou não) o transporte alternativo individual

Ciclovias são fator determinante para o uso da modalidade (Foto: Catraca Livre)

As seis principais razões pelas quais as pessoas escolhem a micromobilidade foram de importância quase igual: flexibilidade, confiabilidade, preço, clima (quando está agradável), segurança e a oportunidade de economizar tempo reduzindo o tempo de viagem.

Em todos os dez países pesquisados, o maior impedimento ao uso da micromobilidade foi, de longe, o mau tempo (44% dos entrevistados) – claramente uma questão que os provedores de serviços devem considerar em seus planos de implantação.

Outros pontos negativos citados incluem o alto custo dos serviços e rede de ciclovias insegura. Infelizmente, muitas cidades deixam a desejar no quesito segurança, permitindo que ocorram muitos acidentes entre veículos motorizados e veículos de micromobilidade. A falta de ciclovias e infraestrutura cicloviária é um dos principais impedimentos à modalidade de transporte.

(Foto: Pixabay)

Sustentabilidade

Do ponto de vista da sustentabilidade, a micromobilidade pode ter um efeito misto, revela o estudo.

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Diferenças socioeconômicas

 

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